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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A rádio ressurge

Por Alisson Leandro

Com o constante desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas da comunicação e entretenimento, são muitas as opções de aparelhagem e suportes para a disseminação de conteúdo em massa. Houve uma época em que acreditava-se no desaparecimento de determinados meios em decorrência do surgimento de outros, algo que não ocorreu devido a capacidade dos veículos informativos de se reinventarem e procurar estabelecer mecanismos que os mantenham atualizados em seu contexto temporal.

Com o rádio não foi diferente. Mesmo inserido em um século onde a disputa pela atenção de público acontece de maneira mais acirrada devido a uma concorrência pautada no visual e na interatividade, ele consegue manter fiel a parcela social que o acompanha, e ainda atrair significativa atenção de ouvintes que cresceram já na era da web. Essa revisão da maneira passível em que se encontrava o contato do rádio com a população foi mais que necessária tendo em vista que sua presença e importância societária viam-se ameaçadas. Hoje, após essa reestruturação em sua forma de falar e interagir com as pessoas, acontece por intermédio de suportes de grande importância e visibilidade o nascimento de um modelo muito mais dinâmico e contemporâneo de fazer produtos radiofônicos, pautado na praticidade e comodidade, onde o ouvinte consome o conteúdo do veículo radiofônico por intermédio de outros meios que também o possibilita participar da programação sem se desligar do universo online.

O rádio consegue manter em segredo uma magia e singularidade bem especiais, que o faz indispensável na vida ou momentos de muita gente, sendo o mesmo um fiel parceiro para diferentes horas ou situações. Entretanto, sua nova roupagem o possibilitou continuar notável entre as novas e tradicionais mídias, e o atualizou perante uma geração exigente que não se encaixa mais nos padrões de outrora, onde conseguir atrair e manter a atenção da atual juventude se caracteriza como uma difícil tarefa da qual o rádio mostra-se ainda ter fôlego para enfrentar.

Prêmio Nobel da Paz – Ellen Sirleaf

Por Luize Beatriz,

O premio Nobel da Paz do ano passado foi bastante comentado, pois foi divido para três mulheres consideradas “desconhecidas” a nível mundial, mas que executavam importantes trabalhos nos seus lugares de origem. Uma delas é a Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, que foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005.

Acompanhe abaixo um documentário feito pelos alunos do 6º semestre de Comunicação Social da UESC, sobre e a historia de Ellen Sirleaf.

Teoria X Realidade: O que muda nas rádios locais?

Por Luize Beatriz

A realidade das rádios locais é diferente da discutida teoricamente na sala de aula pelos alunos e professores nos cursos de Comunicação. As rádios na teoria possuem setores de produção bem definidos, com pessoas específicas para cada função, mas, ao contrário disso as rádios locais encontram muitas dificuldades para se manterem no ar. Cabe, portanto, a cada um deles o trabalho de pesquisar, checar o estúdio, organizar os assuntos a serem divulgados e ainda fazer a locução do programa ou dos programas pelo qual é o responsável.

 Quem pôde ilustrar bem esta realidade foi o radialista J. Carlos, que apresenta o programa Balanço Total na Rádio Santa Cruz, situada em Ilhéus e está no ar há 52 anos. A partir de sua entrevista foi possível conhecer como é o contexto de trabalho dos profissionais dessa área e refletir o quanto eles estão vulneráveis aos anseios partidários e de grupos privados que quando não utilizam o espaço da emissora, tentam submeter por diversos meios os locutores aos seus desejos.

É notável a precariedade que caracteriza o dia a dia das rádios locais principalmente pela dificuldade financeira que as emissoras enfrentam. Isso acarreta no acúmulo de atividades no processo de distribuições de cargos dentro de uma Rádio, fazendo com funcionários exerçam diferentes tarefas para ocupar o vazio de um profissional em determinada área. A falta de dinheiro faz também com que as emissoras vendam seus espaços a setores terceirizados, mesmo que isso lhe custe à perda de patrocinadores. Tem sido muito comum as emissoras terceirizarem suas madrugadas às Igrejas evangélicas que, portanto, comandam toda a programação neste horário.

A teoria não está completamente equivocada, pois, esta divisão bem especifica de cargos e funções ainda é comum nas grandes rádios nacionais. Por outro lado, não é completamente ruim o acúmulo de funções nas rádios locais, pois, a partir do momento que eles experimentam também outros cargos, isso só serve de acréscimo para o seu currículo profissional, estando apto, portanto, a várias funções caso pretenda seguir carreira em uma emissora de rádio maior.