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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TV UESC: Uma TV Regional

Por Simone Santos 

A TV UESC, projeto experimental de televisão universitária, surgiu em 2004 com o intuito de otimizar a comunicação entre os segmentos da universidade, alunos, professores e funcionários. Além da comunicação interna, a TV UESC objetiva proporcionar ao aluno do Curso de comunicação Social – Rádio e TV, da Universidade Estadual de Santa Cruz, uma experiência na produção e veiculação de produtos para a televisão. Seu caráter experimental ofereceu, desde sempre, uma liberdade na criação de uma linguagem audiovisual própria, com produtos que mostrassem a UESC como é e a região da qual a universidade faz parte. É neste ponto que a TV UESC se destaca. Como uma televisão experimental, a TV UESC tem liberdade de criar novos padrões de linguagem audiovisual, ressignificando valores, transformando a linguagem audiovisual que está posta. No que se refere ao aspecto regional, outra característica das tv’s universitárias é o distanciamento de pressões referentes a interesses comerciais e políticos, fazendo com que seus conteúdos sejam direcionados para a educação, cultura e informação.

Desde 2004, muitos alunos fizeram parte das equipes que desenvolveram a linguagem e a característica da TV UESC, de experimentação e representação cultural regional. A TV UESC é parceira do Canal Futura, da fundação Roberto Marinho, e tem compromisso com o desenvolvimento regional, com a promoção da cultura, da identidade local e a socialização dos bens do conhecimento, gerando e difundindo informação. Hoje a TV UESC continua com seu trabalho de inovação da linguagem audiovisual, pautando a região sul da Bahia, fonte de inspiração para notícias, programas e produtos ficcionais.

Assista a TV UESC!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Reality Shows: merecemos isso?

Por Simone Santos

Qual a finalidade de um Reality Show? Didaticamente falando, nenhuma, como já percebemos durante os anos a fio pelos quais somos bombardeados por uma infinidade deles. O entretenimento não “se faz de rogado” e para ele tudo vale, basta ter alguém que ligue a TV e se interesse pelo que está sendo exibido.

Novos participantes do BBB 12
O entretenimento do tipo “reality” toca profundamente na característica humana de “olhar a vida alheia”, centrando aí o sucesso com que há anos ganham mais e mais audiência. Este ano não será diferente, pois estamos às vésperas do TÃO aclamado BBB12 (é esse mesmo? Já perdi a conta… Ah, fui no G1, é o 12 mesmo) e, para completar, no time das bizzar… deste tipo de programas, no canal Bandeirantes, esteou o Mulheres Ricas!

Mulheres Ricas, o novo reality
show da TV brasileira 
Eu confesso que não havia pensado em um reality desses aqui no Brasil. Sei lá, parece que esse tipo de “grupo” não se daria ao trabalho de expor suas intimidades nessa proporção. Ou mais até: como se não tivesse gente que se assumisse TÃO RICA no Brasil… Ledo engano. Esta era, pelo menos até agora, a última barreira da vaidade dessas pessoas, que terá todo um país para “admirá-las”.

Gosto do público? Nãaao. Esse coitado, até hoje, nunca opinou na elaboração de nenhum programa na TV brasileira (alguém conhece algum?). Patrocinadores? Seeempre… Hoje todo mundo que tem dinheiro pode ter seu lugar ao sol na TV comercial. Quem se salva nessa história? Sei lá, acho que já passou da hora de se assistir esse tipo de programa com “olhares críticos”. Hoje tudo se trata somente de dividendos, exposições de produtos, “merchan”.

Quem quiser arriscar mais um ano de “estudo” dessas produções, pode se sentar à frente da TV e avaliar qual será a novidade deste ano (um jarro na sala do BBB, um casaco de pele novo da socialite). Quem não quiser arriscar, terá ótimas opções em outros canais, livros, teatro, filme em DVD, que seja. Só terão que resistir à grande massa, que hipnoticamente estará falando disso em todas as esquinas, redes sociais, site de notícias, mídias tradicionais. É possível ir contra a maré? Acho que sim… mas tem que ter muita força de vontade!

Sugestões:  

 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Até breve, Fátima!

A jornalista passou a bancada à colega Patrícia Poeta
Por Genisson Santos

Depois de praticamente crescer vendo e ouvindo o “boa noite” do casal número 1 do telejornalismo brasileiro, uma “separação” (não conjugal, mas de bancada) quebrou essa tradição, que já durava 14 anos. O sentimento é de uma espécie de perda; de que algo está faltando.

A jornalista e apresentadora do Jornal Nacional, Globo, Fátima Bernardes se despediu nesta segunda-feira (5), da bancada do diário para se dedicar a um projeto pessoal. Vai apresentar um novo programa, ainda mantido sob segredo de justiça por ela e pela cúpula da TV Globo. Com certeza com o objetivo de aumentar ainda mais a curiosidade do público, que se perguntou: “como assim?”, ao ouvir na sexta-feira (2), da própria jornalista, que iria deixar o jornal.

E para onde irá a mãe de tantos brasileiros e brasileiras?

"Não é a mamãe, não é a mamãe!"
Maternal. Este era o sentimento, até então passado pelo Jornal Nacional, ao entrar nas casas das pessoas na figura de um casal que parece, realmente, ter nascido um para o outro. Sintonizados até na profissão. Agora ela se vai.

Mas, como toda mãe cuidadosa, deixou tudo arrumado para que a casa continue em ordem. E, em um papo de comadres, quase nunca antes visto na história do JN — tão preso ao formalismo e seriedade –, passou o posto (ou a cadeira) à também competente Patrícia Poeta. Mas aqui pra nós, o sentimento de ausência persiste. Afinal, como diria o pequeno aí ao lado, “não é a mamãe, não é a mamãe!”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mosaico baiano ou soteropolitano?

Por Luíse Beatriz

Criado com o propósito de ser de fato um mosaico de noticias referentes à cultura baiana como um todo, o programa Mosaico Baiano entrou no ar no dia 07 de julho de 2007, sendo exibido aos sábados no horário das 14:00h pela Rede Bahia, afiliada da Rede Globo com a apresentação de Alessandro Timbó. O programa é caracterizado dentro da linha do entretenimento, com uma linguagem jovem que é proposta através das edições, e que tem como foco a cultura da Bahia. O programa objetiva mostrar tudo o que diz respeito a filmes, música, jeitos de vestir e falar, peças teatrais e sobre a culinária da Bahia.

Inicialmente, o Mosaico começou sendo apresentado apenas em estúdio, com um cenário que lembrava uma praça, justamente para fazer uma alusão de espaço amplo, de cidade. Posteriormente o apresentador passou a ir para as ruas e fazer a apresentação a cada sábado de um ponto turístico diferente de Salvador. Além da câmera principal, há a gravação de uma câmera secundaria que funciona como gravação de making-of que também é veiculado. Há uma mescla das imagens da câmera principal e da secundaria a todo o tempo.

Apesar de o programa ser simples e de qualidade, a problemática em questão é justamente que não são mostradas a todo o tempo características de toda a Bahia e sim da cidade de Salvador e sua região metropolitana. As demais regiões baianas têm certa dificuldade de identificar-se com as noticias transmitidas, justamente porque não falam da sua região, da sua cidade, e sim, fazem referencia a capital. Isso causa um distanciamento, pois de acordo com o titulo do programa seria necessária abordar toda a Bahia, uma vez que o estado não se resume apenas à capital.

Por isso a pergunta que ecoa é: Mosaico baiano ou soteropolitano? O objetivo é mostrar o que se passa na cultura da Bahia ou da cidade de Salvador? O único quadro que divulga os shows no interior do estado é “Tá rolando na cidade”, que como o titulo mesmo diz, inicialmente era apenas para divulgar os eventos ocorridos na cidade de Salvador, e depois passou a falar também de outras localidades, apesar de manter o mesmo nome.

É um programa de fato feito com excelência, mas o mosaico proposto de fato só se dá a respeito de música, culinária, cinema na e da cidade de Salvador – e não das diferentes formas do baiano, a depender da sua região, de se comportar, pensar, se alimentar e vestir, que apesar ser dentro do mesmo estado tem sim as sua particularidades, e precisa ser mostrada, para que os baianos possam assistir a uma programação da Bahia e não somente de Salvador.