Vamos parar para analisar os programas de esporte das emissoras abertas? Comece analisando a abordagem das matérias. Notou que a maioria procura uma abordagem mais descontraída para falar sobre esporte? Agora procure olhar a variedade de esportes, apresentados no programa. Percebeu alguma coisa?
Pois é, há muito tempo os programas de esporte das televisões abertas só procuram falar sobre o futebol, se um time ganhou ou se o outro está em crise. Falam de casos pessoais dos atletas do futebol, e os programas esportivos passam a ser futebolísticos. O público fica privado a saber só isso, a uma alienação as outras modalidades, as pessoas são forçadas a gostar do futebol, mas algumas vezes aparecem matérias de outras modalidades, aparecem sim, mas em um curto tempo, e muitas vezes de uma forma vaga. Por isso, esportes como o vôlei, que é o segundo esporte praticado no país, em certos lugares, tem tão baixa audiência em suas transmissões.
Mas venhamos e convenhamos em caso como o do programa Globo Esporte, vemos matérias sobre Fórmula 1 e agora sobre o UFC – Ultimate Fighting Combat, esporte que mescla artes marciais. Por que será? Se pensarmos nos investimentos feitos para as transmissões dessas categorias, teremos a resposta. Essas empresas investem uma fortuna para ter direito da transmissão desses eventos. A fórmula 1 é o esporte mais caro do mundo, é algo para poucos. Para que a população goste do esporte, vale até mesmo manter a imagem de Ayrton Sena, como um mito já que os atuais representantes não conseguiram sair do papel de “representantes” do nosso pais. Vendendo a imagem, conseguem um espaço cativo nas transmissões.
O UFC vêm tendo um crescimento extraordinário. No começo, ainda sobre a tutela dos Gracie, família brasileira que desenvolveu o esporte, valia “meros” 2 milhões de dólares e, nos dias atuais, o valores ultrapassam a casa de 1 bilhão de dólares. Agora dá para entender o porquê das recentes abordagens. As empresas da comunicação mostram aquilo que dará lucro, então não vai valer a pena mostrar tênis de mesa na televisão, pois não terá rentabilidade.
É claro que o esporte nacional é o futebol, isso cresceu a partir de mitos como Garrincha, Zagalo, Pelé, que no passado encantaram o mundo inteiro com uma ginga dentro de campo e levaram o nome do país a vários lugares do mundo.
Mas não custa lembrar que o Brasil é um país da diversidade, em que todos os esportes têm a sua vez e sua hora. Se falarmos que o esporte nacional é a sinuca, será a sinuca, não devemos deixar nossos gostos serem conduzidos pela indústria midiática.

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